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Vinhos da Puglia e Campânia – degustando a viagem ao sul da Itália

Vinhos da Puglia e Campânia – degustando a viagem ao sul da Itália

Procurando dicas de vinhos da Puglia e Campânia no sul da Itália? Pois saiba que o nosso roteiro romântico no Sul da Itália foi marcado por vinhos e uvas locais. Logo, este é uma espécie de post “degustação”, onde aproveito para dar um start nas dicas da viagem da Itália através dos vinhos da Puglia e Campânia. Tim-tim!

Primeiramente, como viajamos no verão, provamos mais vinhos brancos e rosés da Campânia e da Puglia. Claro que também provamos alguns tintos de uvas famosas como a primitivo de Puglia e o Taurasi da Campânia. No entanto, focamos mais nos brancos já que o clima pedia vinhos refrescantes. Por conta da da brisa do mar e das áreas de elevação (características desse parte do país), a vinicultura no Sul da Itália vem ganhando mais destaque nos últimos anos, principalmente na Puglia, região que produz não só excelentes vinhos como também azeites (metade dos azeites da Itália vêm da Puglia).

vinhos sul da Itália

A gastronomia do Sul da Itália pede vinhos brancos e rosés

Aliás, uma dica para quem gosta de harmonizar: tanto o clima quente da região quanto a gastronomia leve (com frutos do mar) combinavam com o frescor dos brancos e rosés.

Mas, chega de blá blá e vamos às dicas de vinhos e uvas da Campania e Puglia (sul da Itália) para provar na sua viagem!

+ Veja aqui o nosso roteiro romântico Sul da Itália

Sobre os Vinhos da Campânia na Itália

Nápoles é a Capital da Campânia (ou Campanha em português). Região do vulcão Vesúvio (com Pompéia), de ilhas (como Capri, Ischia e Procida) e da belíssima Costa Amalfitana. Aliás, sua costa é um convite ao dolce far niente, com belas paisagens entre o mar e penhascos e ótima gastronomia.

No entanto, no mundo do vinho a região da Campânia não é tão famosa como é no turismo. Afinal, disputa com “terroirs celebridades” na Itália, como Toscana, Piemonte e Vêneto. Mas, como nem só de Sangiovese, Barolos e Amarones vive a Itália, vale muito a pena provar os vinhos da Campânia se estiver turistando pela costa. Sou da opinião de que em uma viagem você precisa provar a comida local e os vinhos produzidos pela região. Concorda?

E a Campânia tem seu vinho considerado o Barolo da região, o Taurasi (Aglianico). Afora a célebre Aglianico, as uvas mais conhecidas e plantadas da região são: Greco, Fiano, Falerno del  Massico e Falanghina (este último, mais antigo e mais plantado varietal da Campânia).

Um vinho napolitano muito conhecido mas que não cheguei a provar é Lacryma Christi (lágrima de Cristo), de vinhedos dos arredores do Monte Vesúvio. Tem tinto e branco. A versão do vinho branco é feito prioritariamente de uvas Verdeca e Coda di Volpe, e – em menor quantidade, de Falanghina, Greco di Tufo e Caprettone.

Vinhos da Puglia na Itália

Similarmente a Campânia, que tem o Aglianico como sua uva ícone, a Puglia – região do salto ou calcanhar da bota do mapa da Itália-  vem chamando muito a atenção dos apaixonados por vinhos pelo seu prestigiado Primitivo (uva chamada de Zinfandel nos Estados Unidos). Posteriormente ao Primitivo di Manduria, o Negroamaro, Nero di Troia e Salice Salentino estão entre os seus vinhos da Puglia famosos. Outras castas da região são: Castel del Monte Aglianico, Verdeca, Moscato, Malvasia, Bianco d’Alessano, Bombino Bianco/nero e Greco di Tufo.

Mais de 800 quilômetros de costa definem os limites geográficos da Puglia. Os cincos territórios com vinícolas na Puglia são: Daunia e Alto Murgia, Murge, Baixo Murgia e Vale de Itria, Messapia e Salento. A capital da Puglia é Bari.

Normalmente, na minha opinião, os vinhos da Puglia tintos e encorpados parecem não combinar com a gastronomia mediterrânea leve da região. Por isso, para harmonizar em refeições, recomendo fortemente experimentar os rosés elaborados com Negroamaro e a variedade branca Verdeca, fresca e mineral. Fica a dica!

Vinho da Campânia tinto: AGLIANICO

A principal uva da Campânia é a Aglianico, conhecida como o ‘Barolo do Sul’, por sua capacidade de produzir vinhos bem estruturados e duradouros. Como já citado acima, a AGLIANICO é responsável pela elaboração de um vinho de respeito: o TAURASI. Trata-se de um tinto encorpado e tânico (lembra o Tannat uruguaio), com uvas cultivadas no solo vulcânico, com sol abundante e a brisa do mar. O TAURASI , juntamente com o Aglianico del Taburno, é um vinho tinto DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida – categoria de grande prestígio na Itália).

Ademais, anote: muitos especialistas recomendam como os melhores vinhos da Campânia (da casta Aglianico) o Aglianico del Taburno DOCG e o Taurasi DOCG, sendo o Taurasi de longe o mais famoso.

Embora seja um vinho nada barato, provei o meu Taurasi de forma descontraída em uma degustação informal em uma loja de vinhos em Positano, a La cantina de Le tre Sorelle. Paguei 9 euros a taça

Vinho rosé Aglianico

Nosso primeiro vinho da viagem foi um rosé maravilhoso e refrescante, rico em aromas de frutas, dica de um amigo sommelier (Cesar Nicollini do Hotel Casacurta), adoramos: o rosé VETERE Aglianico Rosato (Azienda Agricola San Salvatore –  www.sansalvatore1988.it ). Com certificação orgânica, 100% uva Aglianico dos vinhedos de Capaccio Paestum (comuna de Salerno). Vai por mim e se joga nesse vinho! Em uma loja ou mercado da região, o vinho custa em torno de 24 euros a garrafa. No elegante restaurante Ricci de Capri pagamos, pasmem, 60 euros (mas era o primeiro dia de viagem, então tá valendo!).

Vinhos da Campânia brancos: GRECO DI TUFO

Na casta branca, um vinho que vem ganhando cada vez mais destaque e que AMAMOS é o GRECO DI TUFO, também DOCG campaniano. Talvez, nossa casta branca favorita da viagem. A uva Greco, como diz o nome, foi levada para Itália pelos grecos e cultivada na aldeia de Tufo. Um vinho branco da Campânia seco, com aromas e sabores ricos, muita fruta e encorpado. Provamos em Capri o GRECO TI TUFO CUTIZZI 2018 DOCG (vinícola Feudi de San Gregorio) , em um restaurante que funciona dentro de uma peixaria somente na alta temporada (Pescheria Le Botteghe). Vinho que combina com frutos do bar e uma boa mozzarella di bufala.

Diferente da Fiano di Avellino (outra uva branca famosa na Campânia e Puglia),a Greco di Tufo é menos aromática, mas com uma estrutura maior.

Vinhos da Puglia e Campânia branco: FIANO


Outro branco com DOCG: Fiano di Avellino, elaborado a partir da casta Fiano. Outro vinho branco que apreciamos muito. Combina com os queijos produzidos na Campânia e da Puglia (tipo mussarela), bem como os pratos leves com frutos do mar. O primeiro Fiano que provei foi da Campânia (32 euros a garrafa em uma loja de vinhos). Foi o orgânico da PIAN DI SITIO IGP DA AZIENDA AGRICOLA SAN SALVATORE (mesma vinícola do Vetere que citei acima). Excepcional!  

Em contrapartida, um Fiano da Puglia com preço mais acessível e que gostamos bastante foi o COLLI DELLA MURGIA ERBACEO VINO BIANCO IGP PUGLIA BIOLOGICO BIO, blend de Fiano e Greco orgânico com preço entre 9 a 12 euros. 

Vinhos Campânia branco: Falanghina

Outras uvas que produzem vinhos brancos na Campânia são: Trebbiano, Malvasia Bianca e Falanghina (cepa antiga, de origem grega). Provamos um excelente Falanghina branco no Chez Black, um dos restaurantes mais famosos em Positano na Costa Amalfitana. Pagamos 26 euros a garrafa no restaurante. Tomamos também um Falanghina bem simples, incluso no inesquecível passeio de barco em Capri. Mas parecia um vinho de mesa. 

Vinhos da Puglia branco: VERDECA

Vinho inesquecível que degustamos no restaurante do maravilhoso Hotel e Masseria Nina Trulli Resort. Trata-se de uma uva branca, aromática e com muito frescor, a VERDECA. O rótulo que provamos é da região do Valle D’Itria na Puglia – área dos trulli (construções históricas com telhado em cone). Fazem parte desse vale produtor de vinhos, as cidades como Martina Franca, Alberobello, Ostuni, Locorotondo.

A propósito, o belo vilarejo de LOCOROTONDO é cercado por vinhedos onde é possível degustar alguns rótulos da região.

Vinhos da Puglia tintos: PRIMITIVO

O primitivo (ou zinfandel) tem aromas e sabor de frutas escuras. É uma uva que tem amadurecimento precoce e acumula muito açúcar no início da temporada. Por isso, os vinhos são bem frutados. Com o calor do verão, foram raras as vezes em que o primitivo harmonizava com o clima. Mesmo assim, degustei em três momentos o vinho. O primeiro, em meia garrafa inclusa em nossa hospedagem no charmoso La Corticella Bed & Breakfast . O segundo, em jantar em Martina Franca na Osteria del Cocopazzo (Monte Dei Cocci). E por fim, degustei a última taça de primitivo (excelente por sinal!) em Roma, no Mercato Centrale, o VESPA PULGIA ROSSO Bruno Dei Vespa.

Vinhos da Puglia tintos: NEGROAMARO 

Já o Negroamaro, outro varietal típico da Puglia, degustamos na versão tinto e alguns deliciosos rosés. Na versão rosé, o Calafuria Salento da vinícola Tormaresca que bebemos em um restaurante maravilhoso em Monopoli, o Il Brigante Trattoria (gostamos tanto que fomos duas vezes ao restaurante). 

E na versão tinto, o Negroamaro del Salento, o FICHIMORI da AZIENDA TOMARESCA (www.fichimori.com ). Degustado no excelente Vinni e Panini,  bar descontraído na praça central de Monopoli na Puglia, a Piazza Giuseppe Garibaldi.

Vinho Basilicata

Entre Campânia e Puglia, fica a Basilicata, região do Aglianco del Vulture, uva antiga cultivada no sopé da montanha Vulture.

Vermentino

Apesar do Vermentino não ser uma uva característica da Campânia e Puglia, também pedimos vinhos brancos desta casta da Sardenha e Toscana pois combinam com o clima da costa. Fica a dica! E falando em Sardenha, o Moscato de lá é outra grande pedida.

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Vinho e viagem – quem curte?

Por fim, os vinhos contam muito sobre uma viagem, concorda? Esses foram o que marcaram nosso roteiro pelo Sul da Itália. Caso tenha mais dicas de vinhos dessa região, deixe nos comentários.

Vou adorar!

 

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Escrito por

Muito prazer, sou Alexandra Aranovich, autora do Café Viagem - blog para quem acorda sonhando com a próxima viagem. Sou publicitária e sommelier pela ABS-RS. Acima de tudo, turista apaixonada por café da manhã, vinhos e experiências gastronômicas. Moro em Porto Alegre, mas vivo com o coração no mundo.

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