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3 lugares para comer em Pelotas e se surpreender

Este post com dicas de onde comer em Pelotas Rio Grande do Sul  faz parte das descobertas de um roteiro de 10 dias pelo Rio Grande do Sul nas cidades que fizeram parte da Revolução Farroupilha.  A viagem contou com a participação de Criz Azevedo que representou o Café Viagem nas cidades de Rio Grande, São José do Norte, Pelotas, Piratini e Bagé. Saiba mais sobre o projeto neste post. Tudo contigo, Criz! 


Texto Criz Azevedo. Fotos Criz Azevedo, Roberta Martins e Gardênia Rogatto.
Série especial Rota Farroupilha RS –  Pelotas

Onde comer em Pelotas – 3 experiências incríveis

Dois dias em Pelotas (RS)  foram suficientes para conversar seriamente com a balança e adotar um treino mais pesado na volta à academia. Muita “culpa” nesses dias, já que as roupas “encolheram” nesse trecho da viagem da Rota Farroupilha. Nos rendemos a tantas delícias que resolvi fazer um post dedicado exclusivamente às experiências gastronômicas faladas e degustadas.

na Creperie

inspiraçoes no Creperie Bistro


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C r ê p e r i e   B i s t r ô  ——-

Eu já tinha exagerado nos folheados do café da manhã do Curi Palace. Pois é, exagerei também no bis de mini croissants, e acabei ficando sem apetite na hora do almoço quando chegamos a um charmoso sobrado: o Crêperie Bistrô, que está mudando de endereço (explicarei mais adiante).

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A casa é daqueles espaços onde cada canto merece um clique, pois é uma mescla de elementos provençais, peças de demolição, objetos de design contemporâneo e iluminação estudada, tudo de muito bom gosto no teto, nas paredes, no chão. Como estava com zero fome, comecei a fotografar enquanto as gurias se dirigiam para uma sala nos fundos, o Espaço Gourmet. No local, há uma cozinha completa para quem deseja preparar seus pratos, contando com uma “orquestra” de panelas cobiçadas por quem gosta de meter a mão na caçarola: as famosas francesas Le Creuset.creperie_bistro-4

Em nosso caso, não ousamos tocar no fogão, nem teríamos tempo para isso. As gurias saciaram a fome no buffet, localizado bem perto da sala reservada, com boa variedade de pratos. Optei por penne com molho de açafrão e um bife pequeno. Tudo muito bom. Olhei a sobremesa e me contive, pois iríamos à fábrica de doces Imperatriz após o almoço.

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Quando postei imagens do Crêperie no Facebook, dois amigos comentaram sobre o famoso sorvete artesanal da casa, de se lambuzar de tão bom. Não cheguei a experimentar, espero que tenha no novo bistrô que irá inaugurar. Com mais de 19 anos de quitutes, à noite o cardápio muda e os pedidos são pela carta, incrementada por crepes, aperitivos, filés, cervejas especiais etc.onde-comer-em-pelotas-marcio-avila

O espaço é comandado por Marcio Ávila, arquiteto e chef de cozinha, e, segundo amigos e ex-colegas da Hotelaria (sim, fiz Escola Castelli, além de Jornalismo), é um agitador (no melhor sentido da expressão) no meio gastronômico da região. Pesquisador e incentivador da valorização da cozinha regional, seguidamente é convidado para atividades que envolvam conhecimento especializado sobre carnes não apenas no Rio Grande do Sul, mas também fora do Estado. Em parceria com outros chefs gaúchos, tem mostrado seu talento em eventos como Mesa ao Vivo, Semana Mesa SP, workshops na Casa Destemperados, Expointer.

O Chef da casa

O Chef da casa

Marcio também faz parte do projeto A Ferro e Fogo, com Marcos Livi, chef do Quintana e Verissimo, em São Paulo (SP), e Daniel Castelli, diretor da Monã Centro de Estudos Ambientais, em São Francisco de Paula (RS). O projeto tem como conceito cozinhar apenas com ferro e fogo, usando espetos, grelhas, panelas de ferro, lenha e carvão, em almoços e jantares realizados ao ar livre.  Outro projeto o qual se dedica é o Bioma Pampa que recentemente teve um evento em São Paulo, onde foram apresentados itens e pratos da culinária gaúcha, com o objetivo de valorizar a produção do pequeno produtor do pampa.

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Em nossa entrevista, revelou-me como foi partir de um modelo de restaurante com influências francesas em seus pratos para ser uma das referências em cozinha regional. Anos atrás um amigo de Veneza veio visitá-lo. Marcio o levou para conhecer alguns lugares. O amigo comentou que achou tudo muito bom, mas gostaria de conhecer iguarias típicas da cultura do Rio Grande do Sul, como ambrosia, sagu, arroz de carreteiro, matambre.

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Foi quando o chef se deu conta de que precisava mudar isso e pesquisar sobre a culinária praticada nas casas de família, nos meios rurais, que remetessem à identidade do nosso Estado.

“Eu incentivava a produção local, mas não praticava no meu restaurante. Pelo contrário, quase 80% dos produtos eram importados, como queijos do Uruguai, manteiga da França. Decidi rever isso e estudar sobre o que o nosso bioma tem para oferecer. Aprendi a fazer charque, que é usado como ingrediente no Crêperie, assim como a mostarda de butiá”, ressalta.

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Ainda este ano, o bistrô mudará de endereço. A proposta do futuro Bistrô Pelotense e Crêperie, como será chamado, é oferecer um espaço em que se valoriza a produção local. Nesse quesito, a louça, o projeto arquitetônico, as peças gráficas e muitos dos ingredientes são de profissionais de Pelotas, trazendo o conceito “Eu sei Quem Fez”. O espaço contará com uma cozinha central, onde os clientes poderão acompanhar a produção dos pratos, com o propósito de aproximar as pessoas do jeito de fazer a gastronomia gaúcha.

——- I m p e r a t r i z   D o c e s   F i n o s  ——-

Imagina quatro “adolescentes” na faixa dos 40 anos indo para uma fábrica de doces. Sim, todas imaginando como seria a “disneylândia” do açúcar. Dentro do estridente Expresso Quindim (ônibus turístico de Pelotas) anunciando a chegada, avistamos uma casa amarela simpática.

Fomos de ônibus Expresso Quindim até a Imperatriz

Fomos de ônibus Expresso Quindim até a Imperatriz

Fomos recebidos pela equipe que coordena a produção da Imperatriz Doces Finos. Fundada em 1997, produz uma média de 120 mil unidades por mês. São mais de 80 variedades de doces (quindim, ninho, bem casado, camafeu, brigadeiro, olho de sogra, panelinha de coco e muito mais), vendidas para clientes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo etc.

Colocamos a mão na massa

Colocamos a mão na massa

Conhecemos o processo de confecção de vários deles, devidamente uniformizadas como exige as normas de segurança alimentar. E a apoteose ao final da nossa visita guiada foram duas bandejas fartamente preenchidas com diversos itens. Uma delícia só, mas impossível comer aquilo tudo.onde-comer-em-pelotas-imperatriz

As encomendas atendem ao comércio e eventos particulares. A marca é certificada pela Associação dos Produtores de Doces de Pelotas, entidade que visa estimular o setor, proteger o legado das receitas, muitas delas da época áurea das charqueadas, e estimular o desenvolvimento das empresas do segmento. Outro destaque é que os doces de Pelotas são reconhecidos como Patrimônio Cultural do Estado do Rio Grande do Sul, desde 2003.onde-comer-em-pelotas-imperatriz-2

E depois de tantas guloseimas com história e tradição, recebemos mais um convite: tomar um café na loja própria da marca, localizada no Mercado Central. O espaço oferece uma boa variedade de itens doces e salgados, dispõe de mesas e cadeiras para sentar tranquilamente, degustar e bater um bom papo.
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E foi o que fiz, pois só havia espaço para um cafezinho. Vale muito conhecer, pelos produtos e pelo ambiente!

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——- M e r c a d o   d e l   P u e r t o ——-

Depois de tanto doce, demos uma pausa para descansar no hotel, pois à noite o jantar seria robusto: parrillada no Mercado del Puerto. O nome reverencia um dos lugares mais bacanas de Montevidéu e fica no Centro de Pelotas. O espaço tem ares contemporâneos e traz desenhos nas paredes que remetem ao famoso prédio do mercado uruguaio, fotos de cenas de tango, Teatro Solis.

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Especializado em carnes assadas como manda a técnica uruguaia, a casa também oferece boas opções para quem não come carne vermelha, como salpicão de frango, e acompanhamentos imperdíveis como as batatas e cebolas recheadas. Há, também, a parrillada vegetariana.

onde-comer-em-pelotas-parrillaNossa querida blogueira paulista Gardênia Rogatto preferiu um entrecot com queijo provolone (cobicei assim que vi, chegando fumegante à mesa!). E a nossa parrillada, com variedades de carnes – assado de tira (costela), vazio, linguiça, morcilha, chinchulin (intestino do boi) – que caracterizam o prato, daria para umas seis mulheres.

parrilla4Importante ressaltar algumas denominações: o modo de preparo se chama parrilla, onde a carne é assada por meio de grelhas. Ela não é espetada. Ao contrário do churrasco que usa carvão, a parrilla usa lenha. É um processo que dá um sabor diferenciado ao assado. Enquanto que parrillada é uma seleção de diferentes tipos de carne assada na grelha.

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Só esses três lugares já valeriam uma visita à cidade Pelotas, não acha? Se for, por favor, me convide !

 

VEJA MAIS DICAS DO RIO GRANDE DO SUL NO POST ÍNDICE DO CAFÉ VIAGEM
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——  ONDE FICAR EM PELOTAS  ——


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SAIBA MAIS


Crêperie Bistrô| Atual Bistrô Pelotense

Av. Bento Gonçalves, 3274 – Centro
Pelotas – Rio Grande do Sul | Brasil
Telefone: (53) 3229-2029
–> Futuro endereço: Rua Rafael Pinto Bandeira, 2120
Site: www.creperie.com.br

 

Imperatriz Doces Finos

Mercado Público de Pelotas, lojas 39 e 40
Pelotas – Rio Grande do Sul | Brasil
Telefone: (53) 30280352
Fábrica: atendimento@imperatizdocesfinos.com.br
Loja: loja@imperatrizdocesfinos.com.br
Site: www.imperatrizdocesfinos.com.br

 

Mercado del Puerto

Rua Rafael Pinto Bandeira, 1889 – Centro
Pelotas – Rio Grande do Sul | Brasil
Telefone: (53) 32220686
www.facebook.com/mercadodelpuertogastronomia
Site: www.mercadodelpuerto.com.br

 

 

A viagem #RotaFarroupilha é um projeto do Territórios em parceria com As Peripécias de uma FlorCafé ViagemMochilinha Gaúcha e participações especiais de Andarilhos do Mundo e da jornalista Criz Azevedo. O roteiro teve o apoio de empresas regionais como BC&M Advogados e Agropecuária Sallaberry, além do suporte do Sebrae Costa Doce e de algumas secretarias de turismo. A ideia surgiu ao saber da Rota Caminho Farroupilha elaborada pelo Sebrae RS e oferecida como pacote turístico pela Tchê Fronteira Turismo. 

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Escrito por

Muito prazer, sou Alexandra Aranovich, autora do Café Viagem - blog para quem acorda sonhando com a próxima viagem. Sou publicitária e sommelier pela ABS-RS. Acima de tudo, turista apaixonada por café da manhã, vinhos e experiências gastronômicas. Moro em Porto Alegre, mas vivo com o coração no mundo.

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