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Vinhos da Quarentena – degustando viagens guardadas na adega

Vinhos da Quarentena – degustando 6 países de viagens e presentes na adega

Será que o consumo de vinho aumentou na quarentena? Aqui em casa sem dúvida. Mas por enquanto, ainda não compramos nenhum rótulo pois estamos abrindo viagens guardadas desde 2013 e presentes especiais de amigos. Engraçado, antigamente a gente esperava uma comemoração especial ou um prato elaborado para abrir um bom vinho. Hoje, só precisamos estar juntos e com saúde.

E vocês? Também estão abrindo sem culpa essas “viagens” guardadas na adega?

A seguir, um resumo dos meus vinhos da quarentena. Estamos há pouco mais de 3 semana sem casa e já passamos por 6 países degustando boas lembranças de viagens.

 

1.  Vinhos da quarentena do Uruguai

DO URUGUAI, harmonizamos noites com os vinhos que compramos ainda este ano na viagem que fizemos de carro para Punta del Este e Montevidéu. Da Bodega Bouza, abrimos o clássico branco Albariño (a bodega é pioneira no cultivo desta casta na América Latina) e o Cocó 2018 , vinhaço branco ícone da Bouza com chardonnay e albariño. A uva albariño é suave, elegante e com aromas de frutas brancas.

Já da Bodega Garzón, a 70 km de Punta de Este e considerada a melhor vinícola do Novo Mundo segundo a Wine Enthusiast,  abrimos dois brancos: o Garzón Viognier 2019 e o Albariño da Garzón. Atualmente, a Viognier é uma de minhas castas brancas favoritas. E, particularmente, achei o Viognier Garzón muito melhor do que o Albariño. Mas vai do paladar de cada um, certo? A Viognier tem aromas florais e a fruta como o pêssego. E ainda, toque de mineralidade.

Por fim, um último rótulo degustado do Uruguai foi em um domingo com pizza:  um Merlot maravilhoso da Bodega Oceânica de Jose Ignacio. Vinho jovem, elegante, corpo leve, do jeito que eu gosto. No Guia Descorchados 2020, a bodega ganhou vários destaques, entre eles o de melhor Albariño , melhor Chardonnay e de melhor vinho branco (o Albariño). A Bodega Oceânica pertence aos mesmos produtores do azeite O’33. Iniciaram a produção de vinho em 2012. Já recebem para visita, mas somente por agendamento.

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2. Vinhos da quarentena do Chile

Do Chile, degustamos um vinho de entrada da vinícola orgânica e biodinâmica Emiliana, um Adobe Gewurztraminer. Não trouxemo de viagem, compramos no supermercado mesmo. Para o meu paladar, é um vinho aromático demais. Na sequência, experimentamos um vinhaço da mesmo vinícola, só que desta vez um blend tinto, o Coyam. Trata-se de um ícone da Emiliana (junto com o Gê). No último Guia Descorchados, o Coyam ganhou 95 pontos. Meu marido trouxe este vinho de viagem ao Chile para esquiar em 2019. Durante a ocasião, ele visitou duas vinícolas perto de Santiago do Chile: Cousiño Macul e Aquitania.

Dias depois, com hambúrguer caseiro (carne do mercado Ferrari de Porto Alegre), degustamos um nobre presente de um amigo, o Aristos Barón D’A 2010. Trata-se de um blend tinto de respeito (Cabernet Sauvignon, Syrah, Petite Sirah e Merlot), da mais comentada vinícola boutique chilena da atualidade.  Seus vinhos são elegantes e com personalidade borgonhesa.

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3. Vinhos da quarentena 
de Mendoza, Argentina

De Mendoza (Argentina), são os vinhos que mais temos guardados em nossa adega. Acredita que ainda restam alguns vinhos que compramos na viagem a Mendoza em 2017?  Poucos, mas restam. Bem, dos brancos degustamos um Chardonnay DV Catena Zapata 2016 (Chardonnay de dois vinhedos). Aliás, este vinho é considerado uma das grandes referências para brancos maturados em barricas de carvalho produzidos na América do Sul. Super elegante e agradável em boca. Foi degustado com prato que meu marido faz dos tempos de pescaria: bagre ensopado, uma delícia.

Dos tintos argentinos, abrimos dois vinhos que trouxemos de Mendoza: o Gran Enemigo 2015 e um Gran Cabernet Franc XI 2013 da bodega Pulenta. Ambos vinhos emblemáticos para beber ajoelhado e rezando!

No entanto, o tinto argentino que nos surpreendeu foi o Pinot Noir Luca 2016. Alguém nos deu de presente e ainda não descobrimos quem foi. Um pinot elegante, intenso em aroma de frutas negras e cereja. Um projeto de Laura Catena (leia-se, família Catena).

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4. Vinhos da quarentena 
do Brasil

Claro que tem Brasil na taça sim, senhor. Nas primeiras semanas de quarentena, quando o pessoal do meu prédio ainda dançava e cantava nas sacadas (já desanimaram), abrimos o excelente espumante da Vallontano, o LH Zanini extra brut – indispensável para ter na adega!

LH Zanini Vallontano

espumante brasileiro pra incluir na sua lista de desejos

Outros dois vinhos brancos brasileiros surpreendentes que abrimos na quarentena – e que recomendo fortemente !- vieram da minha última visita à serra gaúcha quando conheci a vinícola do enólogo Orgalindo Bettú. Depois de anos na vinícola Vila Francioni de Santa Catarina, Bettú está lançando seus vinhos próprios. O post da visita e degustação está no blog cafeviagem.com. Abrimos na quarentena o Sauvignon Blanc Dona Fátima 2014 (maravilhoso) e o Chardonnay 2017 (ainda em rótulo, na foto degustado com um frango no airfry).

Mais tarde, abrimos um tinto impressionante de Orgalindo Bettú: um Cabernet Franc 2008. Vinho vivo, cor rubi com pouquíssimos tons de envelhecimento. Em boca macio, frutas negras, tostados, boa acidez em equilíbrio com álcool tanino. Baita vinho.

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5. Vinhos da quarentena 
da Califórnia, EUA

E pra não dizer que ficamos só viajando na taça pela América do Sul, percorremos também a Califórnia (EUA) e a Itália. Destinos que viajamos  em 2019. Dos vinhos da Califórnia, abrimos um Robert Mondavi Oakville Cabernet Sauvignon 2014 que trouxemos do Napa Valley. Um vinhaço com muita fruta em boca (adoro) e que harmonizamos com um belo churrasco em família em um domingo de quarentena. Também da Califórnia, abrimos um Pinot Noir Casa Dumetz 2017 que compramos em Los Olivos Cafe (restaurante e loja). Para harmonizar, pedimos umas empadas espetaculares da tele do Armazém do Queijo de Porto Alegre (presunto de Parma e figo e a de bacalhau, pena que não tinha a de camarão).

Ainda resta apenas um rótulo californiano que estamos poupando na adega, quem sabe para saída da quarentena: o Opus One. Merecido, não acham? Ou pode ser um espumante top brasileiro. Mas este, ainda não está na minha adega.

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6. Vinhos da quarentena 
Itália

Por fim, tomamos um dos nossos vinhos mais antigos (ou maduro) da Adega e de uma viagem. Vinho que trouxemos em 2013 quando viajamos para Emilia Romagna e Liguria. Viagem inesquecível que está na íntegra no blog Café Viagem. Mas o vinho que compramos não é dessa região, vem do Piemonte. Um tradicional Barolo Brunate DOCG 2008 da vinícola Beni di Batasiolo. Vinho bem vivo, com tons acastanhados, encorpado, boa acidez e persistente em boca com notas de frutas negras, baunilha, especiarias doces, tostados e couro. Degustado com presunto de Parma e queijos, perfeito!

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Escrito por

Muito prazer, sou Alexandra Aranovich, autora do Café Viagem - blog para quem acorda sonhando com a próxima viagem. Sou publicitária e sommelier pela ABS-RS. Acima de tudo, turista apaixonada por café da manhã, vinhos e experiências gastronômicas. Moro em Porto Alegre, mas vivo com o coração no mundo.

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